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Não existe um caminho para a
felicidade.

A felicidade está ao longo do caminho que
escolhemos.
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PAZ INTERIOR
A cada dia reconheço mais a Paz Interior como o que se pode ter de mais valioso.
Quando falo de Paz Interior, refiro-me à tranqüilidade de quem não se aflige diante das dificuldades, nem sofre pela não realização de seus desejos. Que não se confunda tal atitude com passividade ou comodismo. A pessoa que alcança a Paz Interior busca alcançar seus objetivos, mas não é acossado pela ansiedade na busca, nem castigado pela autopunição na derrota ou na perda. Seu desapego pelos bens materiais decorre simplesmente do fato de lhes atribuir o verdadeiro valor, ciente de que eles vêm e vão, não havendo nenhum capaz de satisfazer totalmente o ser humano.
Por isso chamo essa sensação de Paz Interior. Porque quem a tem sente a felicidade nascer dentro de si mesmo, e, assim, não cai na ilusão de buscá-la em fatores externos, sejam esses fatores coisas, realizações ou mesmo pessoas.
Tenho aprendido sobre isso com pensadores budistas, como TSERING PALDRÖN, quando ensina que "esperamos demasiado dos objetos, dos seres e das situações: esperamos que nos tragam a felicidade e que façam desaparecer a insatisfação e a insegurança que sentimos de forma permanente" (A arta da vida). E, citando DODRUPCHEN RINPOCHE:
"O sábio compreende que a felicidade e o sofrimento dependem inteiramente do espírito e por consegüinte não procura a felicidade noutro lugar. Compreendendo que as causas da felicidade se encontram todas dentro de si, não depende das circunstâncias exteriores. As dificuldades, sejam elas devidas aos seres ou às coisas, não ferem aquele que tem esta compreensão. além disso, no momento da morte, esta mesma força de espírito está presente e traz-lhe paz e felicidade".
Mas essa forma de pensar não é exclusiva das doutrinas orientais. Na fiosofia grega podemos buscar ensinamentos como os de Epicuro, que, em sua Carta a Meneceu, explica:
"Para nós, prazer significa: não ter dores no âmbito físico e não sentir falta de serenidade no âmbito da alma. Pois uma vida cheia de ventura não é formada de bebedeiras e banquetes, pelo gozo de belos mancebos ou de lindas mulheres, nem tampouco pelo saborear de deliciosos peixes ou de tudo aquilo que uma mesa cheia de guloseimas possa nos oferecer; mas, pelo contrário, somente pelo pensamento claro, que alcança a raiz de todos os desejos e de tudo o que se deve evitar e que afugenta a ilusão que abala a alma como se fora um tufão"
E para os que chegaram a este ponto perguntando-se se não seria excesso de autosuficiência buscar a Paz em si mesmo e não em Deus, pergunto: "E não está Deus dentro de nós, fora de nós, e em todo o universo?". Ter Paz Interior é, portanto, sentir a presença de Deus no próprio espírito.
Não depender de fatores externos para manter-se sereno e feliz, talvez seja por em prática a lição tão valiosa que JESUS transmitiu no Sermão da Montanha:
"Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com o próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?".
Não há aí uma única palavra que sugira que não se deva trabalhar ou buscar atingir os objetivos. Apenas a lição clara e límpida: "Não se preocupem com a vida. A sua preocupação não acrescentará uma hora que seja a ela".
Não se preocupar é certamente um bom começo para se estar em paz. Para encontrar Paz Interior.
Escrito por Marcos Mairton às 18h17
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AS BENESSES DA PACIÊNCIA E DA TOLERÂNCIA
As mensagens do DALAI LAMA têm a grande virtude de servirem a qualquer pessoa, independentemente da religião que adote.
Como discordar de palavras assim:
"Aquele que possui dentro de si uma grande reserva de paciência e de tolerância tem um certo grau de tranqüilidade e calma em sua vida. Uma pessoa assim não só é feliz e mais estável emocionalmente como em geral demonstra ter mais saúde física e ser menos vulnerável a doenças. Uma pessoa assim costuma ser dotada de vontade forte, tem bom apetite e costuma dormir com a conseciência tranqüila".
(Do livro "365 mensagens de sabedoria e compaixão").
Escrito por Marcos Mairton às 11h00
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SABEDORIA E HUMILDADE
Há quem diga que o verdadeiro sábio é aquele que consegue esconder a própria sabedoria. Talvez o sentido da frase seja o de que o verdadeiro sábio não ostenta sua sabedoria, não se vangloria dela. Mesmo porque, mesmo o mais sábio dos homens terá sempre o que aprender com o mais simples dos homens.
Mas, no que diz respeito a não se vongloriar de si mesmo, consta entre os ensinamentos de CONFÚCIO uma história tão curta quanto interessante.
Conta-se que Meng Tcheu fan, chamado Tche, era alto magistrado no principado de Lou. No décimo primeiro ano de Ngai, o exército de Ts'i invadiu a fronteira setentrional de Lou. As tropas de Lou encontraram as de Ts'i não longe da capital de Lou. Foram capituladas. Meng Tcheu fan ficou sozinho atrás de todos os outros, voltou por último e, retirando-se, resistiu ainda ao inimigo, a fim de salvar o exército. Pode-se dizer que foi muito digno de seu país. Chegado à porta da capital de Lou, no momento em que todos os olhares estavam voltados para ele, chicoteou o cavalo e disse: "Não teria coragem de ficar por último; mas meu cavalo não pôde avançar. Não somente demonstrou não ter nenhum orgulho pela sua bela ação, mas ainda tentou ocultá-la.
O Mestre disse: "Meng Tcheu fan não se vangloria de si mesmo".
(De "O livro das explicações e respostas em 20 capítulos, de Confúcio, Cap. VI, item XIII).
Escrito por Marcos Mairton às 09h51
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O PODER NO TRABALHO
As relações de trabalho, assim como as relações humanas em geral, demandam sabedoria da parte de quem tem ascendência sobre outrem. Afinal, o poder exercitado em tais relações também requer exercício parcimonioso, equilibrado, ético e justo. Portanto, quem detém o poder de mando não deve negligenciar os ditames da justiça, da sobriedade, da razoabilidade, da gratidão e, porque não dizer, do amor. Pois, de tudo o que permeia a vida humana é este a base principal da sublimidade da condição humana. Observemos estas palavras de sabedoria:
“E tu, que é o amo, sê justo com teu servidor, se dele esperas fidelidade; e sê razoável em tuas ordens, se desejas pronta obediência.
O espírito do homem está nele; a severidade e o rigor podem suscitar o medo, mas jamais inspirarão seu amor.
Combina a bondade com a censura e argumenta com autoridade. Assim, tuas admoestações encontrarão eco em seu coração e seu dever se tornará um prazer.
Ele te servirá fielmente por causa da gratidão; ele te obedecerá alegremente pelo princípio do amor; e tu, em troca, não deixe de dar à diligência e à fidelidade a devida recompensa”. (“A Vós Confio”, 7ª ed. em língua portuguesa, março 2004, Biblioteca Rosacruz, Ordem Rosacruz – AMORC).
Escrito por Zico às 11h51
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CONTROLE DOS PENSAMENTOS E MEDITAÇÃO
Há aproximadamente dez anos, um amigo me presenteou com um livro intitulado CONCENTRAÇÃO, de MOUNI SADHU. Nele vi pela primeira vez a afirmação de que a constante torrente de pensamentos que transita pela nossa mente nos enfraquece e dificulta o alcance dos nossos objetivos. O autor citava um sábio indiano, SRI RÂMANA MAHARSHI, que teria dito que: “A mente do homem está repleta de pensamentos e, por isso, o indivíduo é extremamente fraco. Se, em lugar desses inúmeros pensamentos inúteis, permanecer um único, este será o poder em si mesmo e terá grande influência”.
Achei os argumentos razoáveis e resolvi verificar se isso realmente acontecia. Assim, quando iniciava alguma atividade que exigia concentração, anotava cada pensamento que me distanciasse do que estava fazendo. Uma conta para pagar, um telefonema para fazer, um filme que havia assistido, tudo era anotado em uma folha de papel que ficava do meu lado, na mesa de trabalho. Ao anotar eu pensava: “Depois que terminar essa tarefa pensarei nisso. Não esquecerei, pois está anotado aqui”!
No primeiro dia, preenchi os dois lados da folha de papel, depois as anotações foram diminuindo, até que, depois de uns três meses, apenas duas ou três anotações eram feitas em horas de dedicação a uma atividade.
Essa experiência me mostrou o quanto os pensamentos dispersos realmente atrapalham, e como saber controlá-los aumenta a capacidade de nos concentrar no que estamos fazendo.
Hoje, sei que o controle dos pensamentos vai além disso. Além de fortalecer a determinação e a força de vontade, traz serenidade, paz interior e discernimento diante das situações mais difíceis. Descobri isso sozinho, observando o meu próprio comportamento, ao longo dos anos, diante das mais diversas situações.
Só depois que já havia chegado às minhas próprias conclusões é que tive contato com idéias como as de ECKHART TOLLE, que afirma que “ser incapaz de parar de pensar é uma aflição terrível, mas ninguém percebe porque quase todos nós sofremos disso e, então, consideramos uma coisa normal. O ruído mental incessante nos impede de encontrar a área de serenidade interior, que é inseparável do Ser” (O PODER DO AGORA, 8ª Ed., Sextante, p. 18).
Ou lições como as de TSERING PALDRÖN, que, no livro A ARTE DA VIDA, ao falar sobre meditação, cita o mestre tibetano DUDJOM RINPOCHE para ensinar que: “O espírito é a base onde os pensamentos surgem. Pará-los é impossível, temos de nos descontrair, mantendo-nos fisicamente relaxados, em silêncio e atentos para não nos deixarmos levar pelos pensamentos, bons ou maus. Neste estado de à-vontade, o espírito observa o espírito” (Ed. Ground, p. 206).
A meditação, aliás, é um ótimo exercício para quem pretende ter controle sobre seus pensamentos. Não a meditação no sentido que nós, ocidentais, costumamos aplicar: submeter a um exame interior; pensar em; ponderar (Dicionário Aurélio, verbete). Falo de meditar no sentido de tentar
“alcançar a quietude, o vazio e o silêncio da mente. A parada total das atividades mentais”,
como bem ensina o Mestre Brasileiro da Yoga, JOSÉ HERMÓGENES, no artigo O Caminho da Meditação.
Escrito por Marcos Mairton às 19h50
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AOS QUE BUSCAM A DEUS
Há aqueles que simplesmente não crêem em Deus.
Há os que crêem; e há os que crêem, mas não da forma que lhes ensinaram.
Mas mesmo os que crêem às vezes enfrentam dúvidas sobre como buscá-Lo, como se dirigir a Ele, ou o que Lhe dizer.
Os que já passaram por isso devem sempre lembrar que mesmo Agostinho, depois reconhecido como Santo pela Igreja Católica, enfrentou dúvidas assim:
“E como invocarei meu Deus, meu Deus e meu Senhor, se ao invocá-lo o faria certamente dentro de mim? E que lugar há em mim para receber o meu Deus, por onde Deus desça até mim, o Deus que fez o céu e a terra? Senhor, haverá em mim algum espaço que Te possa conter? Acaso Te contêm o céu e a terra, que Tu criaste, e dentro dos quais também criaste a mim? Será, talvez, pelo fato de que nada existe sem Ti, que todas as coisas Te contêm? E, assim, se existo, que motivo pode haver para Te pedir que venhas a mim, já que não existiria se em mim não habitásseis”
(...) Como, pois, posso chamar-Te se já estou em Ti, ou de onde hás de vir a mim, ou a que parte do céu ou da terra me hei de recolher, para que ali venha a mim o meu Deus, Ele que disse: Eu encho o céu e a terra?”
(Confissões, Livro Primeiro, Capítulo II).
Escrito por Marcos Mairton às 21h00
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CADA UM POR SI
Uma das práticas mais admiráveis que o ser humano pode desenvolver é a solidariedade. Ajudar o outro, sem almejar qualquer outro interesse, que não o de fazer o bem, é realmente algo que faz bem a quem recebe a ajuda e a quem a oferece.
Mas é preciso muito cuidado quando essa ajuda consiste em mostrar a outrem um erro praticado, ou um defeito que habita entre seus atributos. Marco aurélio, o imperador filósofo, já alertava: "Sempre que um erro te escandalizar, consulta-te e reflete nas faltas semelhantes que cometeste" (Meditações, Livro Décimo, XXX).
De fato, no que diz respeito à correção das falhas e à melhoria da conduta, cada um é responsável por si mesmo. Quando olhamos para os erros alheios, desviamos a atenção dos nossos. Além disso, mesmo em relação às pessoas mais próximas, somente podemos sugerir, orientar, advertir, mas nunca mudar a sua conduta e a sua forma de ver as coisas.
Escrito por Marcos Mairton às 09h08
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SOBRE A TAGARELICE
O livro 365 MENSAGENS DE SABEDORIA E COMPAIXÃO, de Sua Santidade, o Dalai Lama, traz uma mensagem interessante para o dia de amanhã, 24 de julho, acerca da tagarelice.
Sabe-se que o falar sem necessidade, ou o "jogar conversa fora", desperdiça energia e nada traz de construtivo.
Abraçando esse pensamento, o Dalai Lama diz:
"Quando um dia parece longo demais, a tagarelice vazia faz com que pareça menor. Mas essa é uma das piores maneiras de empregarmos nosso tempo. Se o alfaiate fica apenas segurando a agulha no ar e passa o dia falando com o cliente, seu trabalho nunca termina. Além disso, corre o risco de espetar o dedo. Em suma, conversas sem sentido nem objetivo nos impedem de realizar qualquer tipo de trabalho".
Escrito por Marcos Mairton às 22h12
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CRIAÇÃO DO BLOG
Este Blog é um espaço aberto para reflexões filosóficas e manifestações sobre o equilíbrio corpo-mente-espírito, sem qualquer compromisso com ideologia, religião ou qualquer outro fator que classifique os seres humanos em grupos distintos.
Claro que sempre existirão comunidades, sociedades e associações, mas muitos acreditam que é possível que pessoas diferentes convivam com respeito e harmonia, aprendendo, uns com os outros. Não é apenas uma questão de tolerância com o outro, mas de acolhimento do outro.
Você, que também acredita nisso, é convidado a participar deste blog. BlogBlogs.Com.Br
Escrito por Marcos Mairton às 22h11
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